Arquiteturas de Processos Web-Enabled a Partir da TI Estratégica

Informação é a tônica da evolução corporativa e a Internet é a ferramenta que não só amplia exponencialmente a capacidade de interação contínua e qualificada de uma empresa com seu ecossistema, como também a que permite uma maior consciência sobre si própria, em termos de identidade e imagem, meios e fins, através, principalmente, da coleta de indicadores estratégicos, táticos e operacionais e das múltiplas percepção sobre seu valor.

Com a criação de novos modelos de negócios pautados na utilização intensiva de recursos e funcionalidades oriundas da Internet, o papel da empresa em sua cadeia de valor deixa de ser o de um ente isolado, que se relaciona de forma unilateral e pontual com seus públicos, para ser o de um parceiro que co-constrói oportunidades de colaboração e negócios em conjunto com seus fornecedores, distribuidores, clientes, funcionários, acionistas, dentre outros.

A Internet, como rede, para o bem ou para mal, tem suas oportunidades e ameaças, assim como qualquer relacionamento de natureza humana (fato é que ninguém, nem mesmo as grandes empresas com suas complexas políticas de governança, estão a salvo de deslizes). A Web é rede, mas não só rede. A Web também é ferramenta e essa compreensão é essencial para que um pouco do mito da utilização corporativa da Web seja derrubado.

Ganhos de escala, alcance de novos mercados, consolidação de grande porte e ampliação exponencial da cadeia de relacionamentos só poderiam dar nisso mesmo: mais complexidade. A Web entendida como ferramenta é o conceito-chave para a resolução e simplificação das complexidades que toda e qualquer empresa enfrenta atualmente, desde a Gestão até os aspectos de Infra-Estrutura, passando pela função BRV (Branding, Relacionamento e Vendas).

No campo da Gestão, a Internet é Processo. As ferramentas e funcionalidades que a Web disponibiliza encontram larga aplicação e ampliam a possibilidade de gerenciar recursos remotamente e de forma integrada habilitando uma revolução na divisão do trabalho, uma ampliação do grau de controle e monitoramento de variáveis em níveis de profundidade antes inimagináveis e uma capacidade de mensuração e consolidação de resultados e performance que efetivamente permitem a execução do PDCA como definido em sua essência.

Porém, tais possibilidades só se tornam factíveis em nível corporativo a partir da atuação estratégica da TI como viabilizadora da inserção da Internet na lógica de processos corporativos integrados, inteligentes, neurais, instantâneos, conectados, multi-formato e, principalmente, colaborativos e co-construídos.

Diante deste desafio, a complexidade de gestão, governança e controles cresce de forma importante e a estruturação, tanto da hierarquia interna de áreas (e interfaces de comunicação e gestão internas), como da arquitetura externa de ambientes, canais, veículos e mídias da empresa, deverá suportar a atuação em Rede de seus processos-fim (ligados a Branding, Vendas e Relacionamento), Colaboração, Gestão, Conteúdo, Conhecimento e demais naturezas de atividades. E quando se fala em adaptar e transformar processos para a dinâmica de redes – essencialmente virtuais – a convocatória e responsabilidades da área de TI, como agente corporativo viabilizador (ou atravancador) deste movimento de evolução da organização se acentua.

Conforme as novas camadas de possibilidades derivadas da evolução tecnológica são absorvidas pelo modus operandi das empresas, gerenciá-las, tanto de forma estratégica – garantindo alinhamento aos objetivos corporativos – como no âmbito tático e operacional, torna-se um desafio sem tamanho para aquelas empresas que não evoluem em seus instrumentos e frameworks de governança e gestão.

Governar os investimentos para a Internet aplicada aos processos corporativos é o desafio que precisa ser superado, uma vez que hoje, na maioria das empresas, existe um entendimento vertical e hierárquico para o tema.

O fato é que a Internet deve permear as empresas, e, portanto, os orçamentos direcionados à sua viabilização deverão também permear os diversos centros de custos das unidades, áreas e funções corporativas, do Planejamento Estratégico à Operação, da Gestão ao Relacionamento, sem restrições.

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