Tech Lab 7 Hot Techs 2003

1 – GSM / GPRS

O GSM (Global System for Mobile Communications) trata-se de um sistema europeu para comunicação sem fio. Lançado em 1992, esta tecnologia digital é o padrão adotado na Europa e Ásia, sendo utilizado em mais de 100 países. No Brasil, a chamada geração GSM de telefonia móvel celular chegou em 2002 com a Oi e mais recentemente com a TIM.

Uma nova banda, uma nova tecnologia que, por sinal, é mais antiga das três tecnologias digitais de telefonia celular em operação no mundo. A grande novidade que chega com a tecnologia GSM é a facilidade GPRS (General Packet Radio Services), ou seja, a capacidade de se fazer a transmissão de dados por comutação pacote ao invés da comutação por circuito, utilizada atualmente. Como na comunicação por pacote há compartilhamento do canal (cada pacote é enviado no momento em que há espaço no canal), ao contrário da comutação por circuito onde cada comunicação ocupa um canal, há uma grande economia de espectro.

A novidade terá peso na conquista dos clientes. Sem dúvida, as novas operadoras contarão com algumas vantagens técnicas e operacionais do padrão GSM em relação ao TDMA e ao CDMA, padrões nos quais foram construídas as redes brasileiras, mesmo tendo algumas desvantagens. Por outro lado, novinhas em folha, as redes GSM já nascem 100% digitais.

2 – Bluetooth

O principal objetivo dessa tecnologia é possibilitar a ligação entre dispositivos móveis, provendo, inclusive, conexão com a Internet. Utilizando Bluetooth é possível conectar diversos devices, permitindo a troca de informações entre dispositivos.

Algumas das vantagens do Bluetooth são suas características de baixo consumo de energia e preços razoáveis para a integração da tecnologia com dispositivos portáteis, além da compatibilidade global entre dispositivos.

Uma limitação do Bluetooth é seu pequeno raio de ação, cerca de 10 metros. Outro problema enfrentado com freqüência é a segurança. Existem soluções paliativas para esse problema, mas nada garante que sua rede Bluetooth seja 100% segura (como, aliás, não nenhuma outra rede).

3 – Biometria

Identificação biométrica é um método automatizado no qual a identidade do indivíduo é confirmada pelo exame dos traços fisiológicos únicos ou das características referentes ao comportamento, tais como: impressão digital, geometria das mãos, traços faciais, características físicas dos olhos, fala, assinatura manuscrita, dinâmica de digitação, dentre outros.

A biometria funciona porque o ser humano possui características corporais únicas e que são, de certa forma, estáveis como impressões digitais e padrões de íris. Este tipo de medição é essencialmente inalterável.

A tecnologia está sendo utilizada principalmente para automatizar processos como embarque de passageiros em aeroportos (por identificação facial) ou identificação de pessoas procuradas. Em um futuro próximo, a biometria será utilizada para fazer compras online e offline, podendo até substituir o uso de smartcards ou cartão de crédito.

4 – J2ME – Java 2 Micro Edition

Com a chegada no Brasil das operadoras que adotam o padrão GSM em 2002, a plataforma da de desenvolvimento de aplicações para dispositivos cujo propósito original não seja o processamento de dados, mas sim a realização operações computacionais (lê-se neste caso dispositivos móveis – celulares, PDAs etc.), ganhará forma e importância no país.

O J2ME também permite:

  • Portabilidade entre diversos fabricantes e dispositivos para uma mesma solução,
  • Segurança de dados de uma aplicação – não compartilhados com outras (tipagem e outros mecanismos da linguagem também garantem a proteção dos dados).
  • Modularidade, reutilização de código e as demais vantagens da orientação a objetos
  • Suporte e Mercado (o número de empresas e desenvolvedores da plataforma é muito grande)

Linguagem em constante atualização, presente também no meio acadêmico.

Inúmeras aplicações em J2ME deverão surgir para diversificar a gama de produtos oferecidos pelas operadoras para que as mesmas consigam manter um alto grau de satisfação dos clientes que escolheram ou irão migrar para esta solução.

5 – Web Services

A expectativa das empresas que utilizam ou que pretendem utilizar Web Services é que este possa solucionar o problema da interoperabilidade dos diversos sistemas de uma empresa, como aplicações cliente/servidor, legados, repositórios de dados, dentre diversos outros sistemas, além da conectividade com sistemas de outras empresas que foram implementados em diversas linguagens e em diversas plataformas (SCM).

Por utilizar o protocolo HTTP como meio de transporte, pode-se transpor a barreira do firewall, o que não acontece hoje com arquiteturas J2EE ou CORBA, que utilizam portas específicas comprometendo a segurança. Outro ponto importante é o uso da tecnologia XML como formato dos dados, que permite a chamada de métodos, independente da linguagem ou sistema utilizado.

No entanto, os elementos que compõem um Web Service, como o protocolo SOAP, ainda estão em fase de desenvolvimento e problemas como baixa performance não permitirão que os Web Services sejam uma solução viável para determinados tipos de sistemas que necessitam de tal atributo. Com certeza, os Web Services encontrarão o seu lugar como uma solução de sistemas distribuídos em diversas aplicações, mas as empresas devem tomar cuidado ao adotar tal solução como universal. A Grid Computing entram nesse processo como figura de proa.

6 – .Net

A plataforma .NET possibilita a criação e utilização de aplicativos, processos e Websites baseados em XML como serviços que compartilham e combinam entre si informações e funções, em qualquer plataforma ou dispositivo inteligente, para oferecer as soluções que as empresas ou pessoas necessitarem.

As principais vantagens da plataforma .Net com relação à Java são a possibilidade de utilização de diversas linguagens de programação (Visual Basic . Net, C# e outras), bem como a manutenção da plataforma Microsoft, já existente e adotada pela maioria empresas.

Embora ainda não haja um volume de mão-de-obra especializada tão grande como há para a plataforma Java, o ideal é que seja adotada uma migração evolutiva das plataformas desenvolvidas em ASP ou VB para o .NET, tendo esta seu início no próximo ano.

Mesmo assim o Java continua sendo uma tecnologia muito forte.

7 – Next Generation Networks (NGN)

A NGN integra infra-estruturas de redes tais como WAN – Wide Area Network, LAN – Local Area Network, MAN – Metropolitan Area Network e redes sem fio, antes estruturadas em separado.  A integração de recursos e a convergência do tráfego reduzem os custos totais dos recursos da rede, permitindo o compartilhamento da operação, a administração da rede, a manutenção e aprovisionamento de equipamentos e facilidades para o desenvolvimento de aplicações multimídia.  As tecnologias da Internet criam oportunidades para combinar os serviços de voz, dados e vídeo, criando sinergia entre eles.

O maior estímulo para a mudança das redes é a redução de custos. Os custos dos equipamentos de telecomunicações têm caído na mesma proporção dos PCs e isso tem estimulado o crescimento e o uso das redes. Outra economia é o uso compartilhado da infra-estrutura, operação, manutenção e uso dos serviços de rede. Por exemplo, uma NGN implementa soluções que usam um acesso IP para várias redes privadas, para acesso à Internet e para os tradicionais PABX, resultando em reduções significativas de custos.

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