Tech Lab 7 Hot Techs 2008

1 – User-Oriented Meta Component Application Frameworks

Termo utilizado para designar os frameworks totalmente transparentes, auto-integráveis, componentizáveis e implementáveis, delineados sob o prisma  do usuário final, compostos por tecnologias de diferentes padrões e naturezas, porém com alto grau de interoperabilidade e performance casada. Estes serão os novos sistemas (de gestão, comunicação, transação, etc) do futuro.

2 – TI como Processo

Primeiro a tecnologia substituiu processos por softwares de gestão, tais como ERP e CRM. Depois, integrou etapas de diferentes processos e diferentes atores em cadeias eficientes (Ex. SCM, EIS, etc). Agora, a TI reescreve os processos corporativos a partir de sua redefinição via SOA. A mudança central deste ponto em diante, portanto, será passar a desenhar os processos nativamente a partir de TI, uma vez que TI corporativa, cada vez mais, será processo desde sua gênese.

3 – CDO (COO + CIO)

Chief Delivery Officer, ou seja, a fusão do COO (Chief Operation Officer) com o CIO (Chief Information Officer). Com a evolução de TI e processo para praticamente a mesma coisa e com o renascimento do papel do CTO, que agora deverá cuidar de infra-estrutura em geral (segurança, conectividade, hardware, eletricidade, facilidades, máquinas, etc), o papel do COO e do CIO tenderão a se confundir fortemente, se consolidando em conduzir processos e entregar a performance esperada pela empresa em seus diversos negócios. Vale lembrar que conduzir processos, cada vez mais será pilotar a performance, sob a ótica de negócios, dos sistemas e aplicativos TI.


4 – InterneTI

A Internet vem se tornando o principal celeiro de desenvolvimento das aplicações corporativas, tanto de infra-estrutura, como de operação. E isso será cada vez mais verdade, uma vez que convergência, mobilidade, interoperabilidade e segurança vêm tornando este tipo de abordagem mais e mais eficiente e cost-effective.

Daí, haverá grande tendência a se construir “fora” da empresa boa parte dos aplicativos e sistemas corporativos (endossando tendências como TI Serviço, TI Utility, etc), bem como de se pilotar boa parte da operação de TI da empresa (armazenamento, segurança, etc), endossando tendências como outsourcing.

Outro ponto é que naturalmente os sistemas corporativos tenderão a ser, em alguns casos, 100% Web-Based de início, o que transformará, no limite, todas as empresas em elos de uma rede integrada maior de sistemas em operação transacionando informações. A isto, damos o nome de multistakeholder integration network, ou seja, a teia de agentes econômicos integrados que será a cara do mercado colaborativo/competitivo nos próximos anos.

5 – Consumidor 2.0

Este processo de desenvolvimento da multistakeholder integration network, somado à evolução das redes sociais, das ferramentas 2.0, da convergência total de mídias e dos modelos colaborativos criará as chamadas Learning Web Networks, pilotadas pelos consumidores 2.0, ou seja, os consumidores geradores de mídia, processo hoje ainda na maternidade. Com sua atuação propositiva, crítica, transformadora e vigilante, estes consumidores acabarão sendo catapultados a se integrar efetivamente às redes colaborativas de desenvolvimento de produtos e serviços das próprias empresas.

6 – Knowledge Components

Da mesma maneira que aplicativos de TI e softwares em geral se transformaram em componentes replicáveis e com forte apelo de usabilidade, o conhecimento em si também será formatado em componentes agregáveis, beneficiáveis e comercializáveis, verdadeiros pacotes de output transacionados de usuário para usuário, agregados em redes interdependentes.

7 – GAI-TI – Gestão de Ativos Intangíveis de TI

É sabido que TI responde por boa parte dos investimentos anuais das empresas, mas que, por outro lado, caracteriza-se por ser um investimento cujo resultado, à exceção de modelos de redução de custo por substituição, é de natureza mormente intangível, já que está ligada à elementos como ganhos de performance, modelo de negócio, conhecimento, inovação, etc.

Desta forma, e para se balizar a discussão com CFOs, CEOs, conselhos e acionistas, caberá ao CIO ser capaz de provar o valor gerado pelos investimentos feitos em TI, principalmente quando o efeito prático perceptível destes investimentos estiverem ligados à perenidade competitiva da empresa (portanto, de médio-longo prazo).

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