Qual o Papel da Web2.0 na Convergência?

É certo que a Web2.0 é a plataforma mais recente da convergência. Mas onde este movimento está nos levando?

A convergência é assunto discutido há muito tempo. Os recursos tecnológicos sempre foram o grande recurso para sua viabilização. Talvez, a pedra fundamental disso tenha sido inclusive o próprio cinema, que foi pioneiro em juntar imagem (em movimento) e som (voz, música).

De lá pra cá, são recursos multimídia diversos que já conseguem provocar mais que os sentidos visual e auditivo; hoje, já se fala em cheiros à distancia e devices interativos e biométricos dos mais diversos para o tato (a começar pelas aplicações para deficientes visuais).

As aplicações da convergência sempre tiveram foco em entretenimento e no suporte às Vendas das empresas. Afinal, maravilhar os sentidos sempre foi um recurso altamente valioso da comunicação e vendas.

A Web 2.0 só veio somar neste ciclo virtuoso da completude mediática. A convergência agrega aos seus encantos todos os recursos da web 2.0 de natureza compartilhada, colaborativa e de engajamento .

  • Modelos de Negócio Convergentes

Olhando para o mercado, podemos notar que Modelos de Negócio Convergentes sempre tiveram o perfil central em distribuição de conteúdo. Como vimos anteriormente, eles podem ter o formato de entretenimento ou de comunicação.

No primeiro, o espetáculo é foco de desenvolvimento do produto. O objetivo é criar um show. No segundo formato, o foco está na distribuição de informação. Os dois conceitos e abordagens hoje praticamente se confundem e fazem do espetáculo ou da relevância da informação passada o gancho ou gatilho para alguma comercialização: aproveitando seu tempo para comerciais ou através de pagamento formal para acesso.

Desta maneira, três indústrias entenderam essa simbiose mais rapidamente e têm sido alvo de consolidações corporativas nos últimos tempos:

–          Indústria publicitária (conteúdo): agências, empresas de marketing direto,…

–          Indústria Mediática (formatos, canais e conteúdo): TV, jornal, revista, radio, internet,…

–          Indústria de Telecomunicações (formatos, canais e conteúdo): Telefone fixo, telefonia móvel, telefonia a rádio,…

  • Convergência em Vendas e Comunicação

A convergência se materializou de maneiras diferentes para atender às necessidades de Vendas e Comunicação das empresas.

Para Vendas, encontramos hoje:

–          Displays Multimídia: exibindo em televisões cada vez mais baratas, produções cada vez mais sofisticadas em produção e qualidade de som/imagem;

–          Tótens: permitindo acesso a conteúdo detalhado, interativo e altamente estimulante, integrado com recursos de compra online (ou compra sem contato humano – contactless payment);

–          Vídeos interativos: a possibilidade de interagir com cenas em vídeos ou então poder personalizar a veiculação de conteúdo em vídeo já é realidade. Em paralelo, está cada vez mais próximo o momento de termos a tal TV Interativa (onde se poderá clicar em qualquer elemento da tela para poder obter mais detalhes ou comprar diretamente pela TV).

Quanto a modelos de Comunicação, alguns recursos típicos são mais presentes:

–          TVs em elevadores: viraram uma febre, entregando notícia atualizada e personalizada ao perfil do visitante. Esta plataforma permitiu veiculação de publicidade e promoção em diversos formatos audiovisuais, permitindo sugerir ao cliente a consulta a canais ditos tradicionais, a partir de uma mídia externa;

–          Modelos virais em vídeo: os modelos virais tiram agora proveito dos recursos convergentes. Aquela sacadinha de uma publicidade, aquela estória absurda, circula pelos mais diferentes formatos, nos mais diversos canais e fortemente pela Web;

–          Podcasts: para citarmos um formato puramente de Internet. Este formato levou o rádio para Web. A facilidade de uso dos recursos Web 2.0 e da gravação de áudio colocou a disposição dos consumidores recursos permitindo a qualquer um transmitir sua programação. O fenômeno da convergência também passa pela alta capacidade atual de massificação de conteúdo.

E a Web2.0, onde entra?

A Web2.0 tem por característica primordial promover forte interação do canal com seu usuário. Por conseqüência, seus recursos somaram à forte vocação da convergência:

–          Forte capacidade compartilhamento: ganho de velocidade e facilidade de publicação de conteúdo, a própria estrutura de atuação dos usuários em rede fazendo qualquer buzz ou viral expandir-se em velocidade exponencial, tudo isso com benefícios de suporte a todas as mídias ricas disponíveis;

–          Forte capacidade de interatividade: comentar, compartilhar conteúdo, marcar uma pessoa, a Web 2.0 permite que se contribua com uma informação inicial de maneira aberta e completo. As Redes Sociais são o recurso de grande contribuição, facilitando hoje em dia a identificação dos usuários e criando fluxos de relacionamento claros, determinando redes, grupos e comunidades;

–          Forte capacidade de engajamento: a Internet tem grande capacidade de mobilizar nichos, grupos em torno de temas que os sensibilizem. A Web 2.0 transforma a convergência em ferramenta para temas de relevância, congregando pessoas e criando forças produtivas, motoras e muito motivadas em prol das causas mais diversas. Se marcas e produtos conseguirem se apoderar destas bandeiras, terão oportunidade de surfar com maior competência esta onda.

Desta maneira, a Web 2.0 tornou-se central em qualquer visão Multicanal ou visão de integração de esforços de Marketing. A Web2.0 é multiformato, multiplataforma e multiusuário, mas principalmente é one-to-one, segmentada, controlada e, por conseqüência, muito eficiente.

Por conta desta força, a Web está se transformando em ambiente, em suporte. As outras mídias estão indo para Internet, tão mais rica em recursos/formatos e tão mais pronta para segmentação e individualização de oferta. Não à toa, as novas televisões já vêm de fábrica, com acesso à Internet, com acesso a serviços convergentes da Internet (YouTube, Mensengers, Redes Sociais, entre outros).

Neste mundo de hoje em que a Web2.0 é interação e a Web é ambiente, a convergência é formato e o conteúdo é total.

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Os 10 Mandamentos da Gestão do Valor da TI como Enabler

A TI, quando vista como uma área “meio”, viabilizadora tanto das operações quanto de resultados das áreas de negócio, deve entregar, em graus e níveis diferentes, serviços e/ou produtos tecnológicos que as ajudem essas áreas a atingirem suas metas e, por decorrência, trazerem melhores resultados a empresa.

Neste contexto de resultados e valor gerado ou protegido pela TI como Área Meio (Enabler), o principal e mais importante stakeholder é o cliente (Área atendida pela TI) e sua percepção em relação à TI se caracteriza como um dos principais e mais importantes ativos intangíveis que se possa ter, e, como tal, deve ser gerido e mensurado.

Seguem abaixo os 10 Mandamentos da Gestão do Valor da TI como Área Meio (Enabler).

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Apresentação Metodologias I-Dig Compilado E-Consulting Corp. 2011

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As Diferentes Faces da Sustentabilidade Digital

O tema da Sustentabilidade não é desses que se pode levar de maneira leve ou inconseqüente. Como vimos em artigos anteriores, ela demanda transparência, ética e legitimidade. Não poderia ser diferente em canais digitais. Aliás, pode ser mais instantânea e evidente.

A Sustentabilidade Digital tem duas faces que analisaremos aqui: a abordagem sustentável de TI e ações sustentáveis na Web.

A primeira constrói a infra-estrutura de TI de maneira mais racional, visando resplandecer o tripé da Sustentabilidade na sua implantação e uso. A segunda tem vocação primordial na Web e faz das características dos canais digitais o seu modelo principal de entrega.

  • Premissas de Projetos Sustentáveis continuam verdadeiras, mesmo no Digital

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Novos Livros e Conceitos sobre Web Valem a Pena Ser Explorados…

O volume de lançamentos de livros sobre Web parece crescer a cada ano e, às vezes, é difícil separar o joio do trigo. Dessa forma, selecionamos 3 livros que foram lançados nos últimos 18 meses e que chamaram nossa atenção.

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Inovação e Conhecimento: Quando a Divisão Resulta em Soma

O contexto atual se caracteriza por mudanças aceleradas nos mercados, nas tecnologias e nas formas e modelos organizacionais. A capacidade de gerar e absorver inovações vem sendo considerada, mais do que nunca, crucial para que as empresas se tornem competitivas.

O ritmo acelerado das mudanças, nos mais diversos mercados – em grande parte sobre a esteira dos avanços tecnológicos e dos ambientes digitais – tem provocado rupturas sensíveis nos arranjos produtivos, na maneira de captar, disseminar e compartilhar conhecimento e, portanto, na capacidade de se internalizar inovações.

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Redes Sem Escala para Organizações 2.0

O interesse no estudo de redes complexas permeia todo o século XX. Oriundo das ciências exatas, foram notadamente os matemáticos e físicos que trouxeram as maiores contribuições para o estudo das redes, que depois foram absorvidas pela sociologia, na perspectiva da análise estrutural das redes sociais.
Alber Albert-László Barabási é professor de física na Universidade de Notre Dame e dirige pesquisas em networks complexas. Seu trabalho foi divulgado em quase toda mídia científica e comercial, incluindo Science e The New York Times.

No livro “Linked: A Nova Ciência das Redes”, Barabási verificou que os sites que formam a Web têm determinadas propriedades matemáticas que dependem de três condições para se configurarem como rede:

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